julho 22, 2008

LISBOA 1 ANO DEPOIS...

Fez na última semana um ano que o PSD perdeu Lisboa numa das mais difíceis batalhas políticas que alguma vez se disputou em Portugal.

Desde de Outubro 2006 que o PSD sofreu o mais agressivo, pela sua constância e qualidade, ataque político coordenado a uma das suas praças-fortes. Conquistada “ao voto” em 2002, por Pedro Santana Lopes e, com merecimento e sem discussão, à beira da maioria absoluta, em Outubro de 2006 sob a liderança de Carmona Rodrigues, a Câmara Municipal de Lisboa com o executivo social-democrata, não teve tréguas por parte dos seus adversários políticos externos, que usaram de todos os meios para abrir frentes consecutivas quer fosse no interior da Câmara, pela comunicação social, pela pressão do Governo Socialista e, porque a justiça é feita por homens, pelo recurso às instâncias de investigação judicial.

Esta pressão concertada externamente abriu janelas de oportunidade para que aparecessem frentes internas mais do que dirigidas ao executivo camarário visavam a liderança do partido. Foi um desgaste imenso que o PSD não soube resistir e contra-atacar. Já se falou sobre este período do PSD, das eleições intercalares em Lisboa, etc. Os recentes desenvolvimentos no interior do partido já vieram escrever a história dos enganos, da má fortuna e dos erros estratégicos.

O que importa é que se compare o que, mesmo sobre fogo intenso e com dificuldades de tesouraria, o que PSD conseguiu fazer por Lisboa com o que a coligação PS/BE ao fim de um ano de mandato têm feito pela cidade.

O PS/BE, comemorou num repasto para 900 convidados (crise?! qual crise?), a saída da Câmara do “Estado de Coma” segundo dizem. Bom, convém esclarecer que só se foi em “coma induzido” pelo PS.

Perante as dificuldades financeiras conhecidas o executivo do PSD apresentou à câmara, um conjunto de soluções que visavam o saneamento financeiro municipal.

Se o recurso a empréstimo bancário se tornava impossível pela lei da finanças autárquicas criada por António Costa (a mesma lei que agora foi alterada de modo a abrir a possibilidade de já se poder recorrer à banca) a alternativa apresentada de venda de património municipal, que apresenta-se mais como um encargo que uma mais valia devido ao seu estado, foi liminarmente chumbado pelo PS, PCP, BE com a ajuda do PP de Maria José Nogueira Pinto.

Apesar das dificuldades financeiras foram centenas as decisões estratégicas e milhares os despachos emitidos, estes mais direccionados para actividade da CML junto das populações, tendo-se dado início à reestruturação interna da CML e das empresas municipais.

Trabalho feito que agora o PS/BE está a desbaratar ou a aproveitar.

Com o PSD foi criado a central de compras municipal ferramenta essencial para a redução da despesa. Promoveu-se a sindicância aos serviços de Urbanismo da CML como forma de se poder acabar de uma vez por todas com as suspeitas e o estigma “de corruptos” que eram diariamente colados aos funcionários e à instituição. Iniciaram-se importantes programas de modernização administrativa que visavam uma melhor e mais célere prestação de serviços aos munícipes.

Investiu-se nos recursos humanos municipais como nunca antes se tinha realizado, qualificando-se os funcionários o que permitiu modernos actos de gestão nos recursos e serviços. Avançou-se para o quadro privativo de funcionários que permitia a resolução das situações de precariedade, por contratos de recibo verde, em colaboração com os sindicatos, que atingiam 1.300 funcionários.

O PS/BE em um ano desbaratou este importante capital humano, promovendo a acusação, os despedimentos, fazendo limpeza política. Fica para a história deste mandato PS/BE, o autêntico fuzilamento público que António Costa fez aos funcionários em sessões de Câmara públicas e descentralizadas, na presença dos próprios.

O PS dizia que a Câmara estava parada o que era desmentido, pela dinâmica cultural da cidade enquanto Espaço Público, reconhecida internacionalmente muito recentemente pelo NY Times, na sequência de outros dados, como sejam os referentes às taxas de ocupação de hotéis, os dos turismo de negócios e congressos entre outros. O Maria Matos renasceu das cinzas com um plano bem estruturado, o S. Luís renovado, novos museus, reestruturação das bibliotecas municipais, tornando-as mais viradas para Todos e menos para apenas alguns.

Os jardins da cidade receberam teatro, jazz, cinema, inauguraram-se a quinta dos Lilazes, o parque oeste, avançou a requalificação de Monsanto. Renasceu o jardim de Marialva, iniciaram-se as empreitadas que permitiram a António Costa fazer o show-off de hoje. S. Pedro de Alcântara não abriu mais cedo, mas não foi por dificuldades de tesouraria, foi por aumento dos custos inerentes a obras não previstas e que se tornaram fundamentais porque reportavam aos muros de sustentação. Estava previsto o pagamento ao empreiteiro para uma data posterior à data da queda do Executivo Municipal. Que serviu para o PS/BE fazer o Show-off da abertura em part-time deste espaço da cidade.

O Espaço público da cidade conheceu uma operação de limpeza como nunca se viu nos últimos 30 anos em Lisboa. O Eixo central da cidade (Rossio – campo Grande) e o Eixo Praça da Figueira – Aeroporto deixaram de ter as paredes cobertas de cartazes e reduziram-se ao mínimo as telas publicitárias que cobrem os prédios. Vejam agora a diferença desde que o PS/BE tomou o poder em Lisboa? Percorram a Fontes Pereira de Melo, a Avenida da República e contem os prédios que voltaram a ter uma nova roupagem publicitária.

O PS diz e muito bem que agora "Lisboa está nos cuidados intensivos". É verdade! Eu acrescento em estado vegetativo, ligada às máquinas: “governo” e “empresas participadas do Estado” que vão dando o que antes recusavam ao PSD.

O PS/BE faz da política de Lisboa um palco de puro marketing político, sem opções políticas. Tem o Presidente que promove a perseguição interna, veja-se o caso do trágico acidente na Alta de Lisboa, com o atropelamento de uma jovem, em que António Costa de imediato vem pedir a cabeça dos técnicos municipais e/ou da empresa que pintou as passadeiras, quando tinha sido ele próprio a fazer o número mediático da pintura das passadeiras em frente às escolas. Uma das 100 medidas do primeiro trimestre.

Aliás estas 100 medidas têm uma particularidade: A sua maioria vinha de processos formais iniciados no executivo PSD, através de concursos que têm prazos administrativos a cumprir (entre 3 a 6 meses) e as chamadas ETD – Empreitadas de Trabalhos Diversos como eram a pintura de passadeiras.

Com o PSD as Juntas de freguesia tiveram a mais aprofundada delegação de competências e de apoios financeiros de sempre. Com critérios bem definidos e sistema de controlo eficazes na aplicação dos recursos.Numa política de proximidade que permitia a sua rápida intervenção nas zonas verdes, no apoio social, no apoio à família, no apoio aos jovens, etc.

Com o PS e o seu Vereador Sá Fernandes as juntas viram a serem reduzidas as suas competências, as verbas para os espaços verdes, apoio aos jovens e programas praia-campo, para além do que seria impensável acontecer numa relação CML freguesias, viram os seus bons nomes postos em causa, na dignidade das funções que exercem no poder local, na credibilidade junto das suas populações, com a intervenção pública de José Sá Fernandes acusando-os de mau aproveitamento das verbas disponibilizadas e incapacidades políticas para aplicação das competências delegadas.

Lisboa assistiu à vergonhosa gestão política de um executivo socialista a querer impor um empréstimo tecnicamente incompetente e lesivo para o futuro da cidade, a bom tempo recusado pelo Tribunal de contas. Um Presidente de Câmara Socialista, António Costa, a querer obrigar os profissionais do gabinete jurídico da CML, profissionais dignos, a defenderem posições que há largos anos vinham contestando em defesa do Município, nomeadamente no caso do Parque Mayer, o que levou á recusa dos juristas municipais em participarem nesses julgamentos tendo a CML contratado um escritório externo para o efeito.

Falou-se muito dos assessores do PSD. Quando eles existiam em igual número, ou proporcionalmente, nos gabinetes do PS e no BE (este então só com um vereador tinha 11 assessores). Mas hoje, é ver os assessores que foram colocados em Direcções Municipais para não figurarem nas listas dos gabinetes, para não falar da vinda de Directores e chefias de outros concelhos, culminando como chefe de gabinete do Presidente António Costa, que veio de Matosinhos, segundo consta a viver no Sheraton SPA, com motorista a levá-lo a casa aos fins-de-semana. Boato ou verdade?

No entanto, parece que em Lisboa nada se passa. O silêncio na Comunicação Social está guardado certamente para outras alturas mais propícias, lá para 2009, em que de novo se deve ouvir falar da Bragaparques, do edifico da Infante Santo, do condomínio dos Inglesinhos, etc.

De facto a jogada de mestre de António Costa, temos que reconhecer, foi o calar do BE, com o convite a Sá Fernandes – o único vereador de Portugal, que deve ter um processo por prejudicar a sua cidade em milhares de euros devido aos entraves que fez ao túnel do Marquês – para a cadeira do poder. Não será este um dos mais evidentes actos de corrupção política que assistimos nos últimos anos em Lisboa?

Este é um pequeno retrato de um ano de governo socialista / Extrema Esquerda em Lisboa. Agora sim! A cidade está parada, os funcionários desmotivados, os Lisboetas desiludidos.


Temos um ano para dizer a Lisboa, que queremos voltar a dinamizar a cidade. Que queremos voltar a dar vida a Lisboa!

julho 14, 2008

Para que não se esqueça !

Por Paulo Veiga da Fonseca

Há poucos dias foram apresentados os primeiros dados sobre as consequências resultantes da aprovação da nova lei relativa à Interrupção Voluntária da Gravidez - vulgo o Lei do Aborto.


Depois de um referendo que deu a vitória ao sim, sabendo-se que teríamos ciclicamente referendos até o sim ganhar, não vinculativo como a lei prevê, já foram milhares as mulheres que recorreram aos hospitais públicos e , claro, ao negócio privado que se instalou logo no dia seguinte é promulgação da lei, para efectuarem a IG.

Não, não é gaffe a retirada do "V" é que nos dados fornecidos não se dá conta dos processos em que a mulheres foram "V" ou foram "O" : "Voluntária" ou "Obrigada".


Soubemos que são muitas as jovens, o que vem mostrar a falência dos defensores do "sim" , que deram a sua luta por acabada com o resultado do referendo. Que existem casos significativos de mulheres que já fizeram mais de 2 IV em períodos curtos de tempo. que vem dar razão ao uso do aborto como método contraceptivo.


E, por último, um dado que funciona como o toque no castelo de cartas. Continuam a ser centenas as mulheres que recorrem aos serviços clandestinos. Como sempre se disse no lado do Não: "nunca acabariam os negócios da morte de fetos".

Para que não se esqueça desta luta pela vida, coloco este videoclip que vi no excelente blogue "há lodo no cais".

O título da música é Happy Birthday .

Abaixo coloco a letra para que se perceba melhor este hino "do direito à vida" !

A mais bela frase da música : "Happy birthday, love you whoever you woulda been"


Happy Birthday
so make a wish

Please accept my apologies, wonder what would have been
Would you've been a little angel or an angel of sin?
Tom-boy running around, hanging with all the guys.
Or a little tough boy with beautiful brown eyes?
I payed for the murder before they determined the sex
Choosing our life over your life meant your death
And you never got a chance to even open your eyes
Sometimes I wonder as a fetus if you faught for your life?
Would you have been a little genius in love with math?
Would you have played in your schoolclothes and made me mad?
Would you have been a little rapper like your papa da Piper?
Would you have made me quit smokin' by finding one of my lighters?
I wonder about your skintone and shape of your nose?
And the way you would have laughed and talked fast or slow?
Think about it every year, so I picked up a pen
Happy birthday, love you whoever you woulda been
Happy birthday

Chorus:
All I thought was a dream (make a wish)
Was as real as it seemed (happy birthday)
All I thought was a dream (make a wish)
Was as real as it seemed

I made a mistake

I've got a millon excuses to why you died
Bet the people got their own reasons for homicide
Who's to say it woulda worked, and who's to say it wouldn't have?
I was young and strugglin' but old enough to be your dad
The fear of being a father has never disappeared
Pondering frequently while I'm sippin' on my beer
My vision of a family was artificial and fake
So when it came time to create I made a mistake
Now you've got a little brother maybe he's really you?
Maybe you really forgave us knowin' we was confused?
Maybe everytime that he smiles it's you proudly knowin' that your father's doin' the right thing now?
I never tell a woman what to do with her body
But if she don't love children then we can't party
Think about it every year, so I picked up a pen
Happy birthday, love you whoever you woulda been
Happy birthday...

Chorus:
All I thought was a dream (make a wish)
Was as real as it seemed (happy birthday)
All I thought was a dream (yeah, make a wish)
Was as real as it seemed

I made a mistake

And from the heavens to the womb to the heavens again
From the endin' to the endin', never got to begin
Maybe one day we could meet face to face?
In a place without time and space
Happy birthday

From the heavens to the womb to the heavens again
From the endin' to the endin', never got to begin
Maybe one day we could meet face to face?
In a place without time and space
Happy birthday

All I thought was a dream (make a wish)
Was as real as it seemed (happy birthday)
All I thought was a dream (make a wish)
Was as real as it seemed

I made a mistake

junho 30, 2008

O Novo Paradigma Energético - Que esperança?


José Sócrates , diz que Portugal não pode ficar dependente do Petróleo:

O primeiro-ministro defendeu, esta segunda-feira, que o mundo está a viver um terceiro choque petrolífero, considerando, por isso, que a aposta nas barragens na energia hidroeléctrica é um investimento na independência nacional.

In: TSF, hoje, 16h45


Preço do bilhete simples do Metro aumenta cinco cêntimos

O preço do bilhete simples do Metropolitano de Lisboa, aumentará 5 cêntimos a partir de terça-feira, dia 1 de Julho, passando a custar 80 cêntimos contra os anteriores 75 cêntimos.
Segundo fonte do Metro, o «aumento máximo de referência dado pelo Governo foi de 5,83 por cento» para os transportes colectivos, ficando no caso do Metro por «um aumento médio de 5,49 por cento para todos os bilhetes, incluindo o bilhete simples».

Anteriormente já se tinha verificado um aumento em Janeiro deste ano, outro em 2007 e dois intercalares no ano de 2006, nos meses de Janeiro e Junho, disse a fonte do Metropolitano de Lisboa

In TSF, hoje, às 14:02


Por esta pequena sequência de acontecimentos o que nos reserva o futuro com "a mudança de paradigma energético", não augura nada de bom.


Quando pensava sobre este comentário, dei por mim a olhar para um monitor existente numa estação de metropolitano.


Observei um videoclip de uma música reggae, onde os surfistas apanhavam fantásticas ondas para se deslocarem. Eles estavam a surfar!


Concluí que afinal sempre existe um paradigma energético, puro, livre de impostos, a custo zero. Pelo menos por agora....


por Paulo Veiga da Fonseca

junho 27, 2008

Calendário Eleitoral - Uma questão de Responsabilidade ou de Oportunidade?

No que respeita ao calendário eleitoral uma coisa é o que nós gostaríamos outra coisa é o que seria melhor para Portugal.

Para o PSD juntar Legislativas com Autárquicas, ou Autárquicas primeiro e Legislativas depois, podiam ser as melhores soluções numa perspectiva de aproveitar a onda laranja nas autárquicas (nada faz prever que seja esse “mar esteja flat” para o PSD) para provocar o arrastão nas legislativas.

Para o PS vai depender do momentum político (que eles ainda controlam) mas, nas Autárquicas, vão ser muito agressivos em vencer Porto, Lisboa, Santarém, Leiria, Sintra, manter, principalmente, Loures, Amadora, Faro e Évora e ver o que acontece por Sintra e Oeiras. Ou seja sabendo que não ganharão as maiorias da Câmaras vão tentar conquistar as de maior peso psicológico.

100% de acordo sobre a confusão que criaria a simultaneidade entre estas eleições que não abonava á credibilização da políticas e das alternativas, ainda apor cima porque nas autárquicas existe a possibilidade de candidatos e listas independentes, assim como, a confusão de 4 boletins iria criar, entre outras coisas.

Mas vendo isto numa perspectiva de interesse nacional, a que o Presidente da República não será certamente indiferente, importava aumentar os níveis de participação nos actos eleitorais e ter debates profundos que sejam esclarecedores e permitam aos portugueses tomar as decisões pela convicção e não pela condenação. A velha história de se vencer pela derrota dos outros.

Nesse sentido é minha convicção que juntar Europeias a legislativas seria uma melhor solução porque são debates que se complementam e, pela primeira vez, teríamos uma afluência e um voto “europeu” com a força que merece. Não é de menor interesse que os representantes europeus reflictam o panorama político nacional. Para esta solução acontecer, o PM teria que apresentar a demissão do governo em concordância com o PR.

Depois teríamos umas eleições Autárquicas a sério! Onde a luta eleitoral seria bastante mais interessante fosse qual fosse o resultado das legislativas.

Quero que o PSD vença mas que vença por mérito. Na luta das ideias, das propostas e projectos, onde os portugueses se possam envolver, participar e decidir sem as confusões de votar para órgãos diferentes, com realidades e responsabilidades diferentes.

Sairemos muito mais fortes e crediveís.

by Paulo Veiga da Fonseca