setembro 25, 2008

MOBILIDADE DE FACHADA


Por António Prôa, in http://cidadanialx.blogspot.com/


A semana da mobilidade em Lisboa e o dia sem carros voltaram aos tempos das iniciativas de fachada, apenas “simbólicas”.


Um conjunto de eventos “faz de conta” que duram apenas uma semana ou até um só dia. Depois Lisboa volta ao mesmo.


Na semana da mobilidade de Lisboa, os actuais responsáveis camarários desdobraram-se num vai e vem (de emissões de CO2 e partículas poluentes para a atmosfera) de eventos festivos, anúncios propagandísticos mas depois dessa semana, tudo (ou quase) ficou como dantes. O exemplo mais ilustrativo desta campanha em que nada permanece foi a proibição da circulação de automóveis no dia sem carros que apenas serviu para causar perturbações ao trânsito (e consequente aumento de emissões poluentes) em parte da cidade e transtorno a muitos cidadãos.


Se alguém na câmara pretendesse ter uma abordagem responsável desta matéria teria tido a preocupação de deixar marcas definitivas de alterações na cidade que promovam a mobilidade sustentável. E teria tido um discurso que, para poder ser levado a sério, falaria em políticas metropolitanas de mobilidade, pois essa é a escala adequada para quem encara estes problemas sem o folclore a que se assistiu em Lisboa.


Pois, já estou a ver alguns leitores a falar do “negro” passado… Mas já é tempo de falar no presente e sobretudo no futuro.E no futuro é importante que a semana da mobilidade seja comemorada com medidas efectivas e definitivas.


É importante aumentar na cidade as zonas pedonais.


Terminar o rebaixamento de passeios nas passadeiras.


Implementar as “zonas 30” de limitação de velocidade em bairros residenciais.


Implementar a restrição da circulação de automóveis em algumas zonas da cidade.


Reestruturar a política de estacionamento e utiliza-la como mecanismo de condicionamento da entrada de automóveis na cidade.


Concretizar os projectos (que já têm anos) de aumento dos corredores cicláveis.


Promover a conversão de frotas automóveis de operadores de transportes e das empresas com grandes frotas.


Concretizar a rede de monitorização e divulgação da qualidade do ar e do ruído na cidade.


Reivindicar a intervenção da CML na definição da estratégia dos operadores públicos de transportes.


E já agora, o que é feito da Autoridade Metropolitana de Transportes?


Mas é mais fácil fazer uns panfletos e uns números mediáticos do que mudar hábitos e práticas na cidade.


Em Lisboa, na semana da mobilidade, confirmou-se o imobilismo.


António Prôa

setembro 18, 2008

Outra promessa eleitoral adiada para o “nunca mais” : O sistema de transportes escolares em Lisboa


«Candidato devia estar "passado da cabeça", pois custos da medida seriam incomportáveis", diz presidente da Junta de Campolide Jorge Santos

A promessa eleitoral do candidato António Costa, de criar um sistema de transportes escolares na cidade, recebeu o chumbo do Presidente da Câmara António Costa. Tal promessa não entrará em vigor senão no “ano lectivo de 2009-2010 - e mesmo assim apenas de forma mitigada, como projecto-piloto.” Isto segundo diz a jornalista Ana Henriques do público.

Na campanha eleitoral de Junho de 2007 dizia o candidato António Costa: - "Lisboa também precisa de ter um sistema de transportes escolares, como muitos municípios têm". Acrescentando uma critica directa aos anteriores executivos camarários por terem considerado "dispensável" algo que era, afinal, "cada vez mais exigido pelos pais".

A medida diria respeito apenas às escolas do 1.º ciclo.

Mas afinal o Presidente António Costa prevê apenas poder realizar alguma coisa parecida em pequena escala no terminar o mandato. Eleições assim obrigam!

“A promessa eleitoral dos socialistas que governam Lisboa passou despercebida e António Costa não foi questionado por nenhum dos seus adversários políticos até hoje.” Escreve Ana Henriques no Público.

Medida incomportável que a própria comunicação social no tal período de campanha foi, igualmente, incapaz de questionar o então candidato.

Mas nunca será tarde para relembrar a António Costa, o Presidente, que será novamente candidato, que os Lisboetas não se esquecem assim tão facilmente do prometido.

Falsas Promessas” e faltaRigor” à boa maneira socialista.

Assim está a ser gerida a cidade de Lisboa.

Texto baseado na crónica de Ana Henriques
In Público (17/9/2008)

setembro 17, 2008

O "RIGOR" da gestão Socialista na Câmara de Lisboa


Vereadora a tempo Inteiro – 3.500,00€ por mês por um projecto. Acordo com PS atribui funções às duas vereadoras do Movimento "Cidadãos por Lisboa"


Foram dezenas de Títulos e textos, foram publicitadas listas com nomes e ordenados, fizeram-se debates na televisão, a blogoesfera animou-se, já passaram 2 anos, mas quem não se recorda do caso “assessores do executivo da Câmara”? Apesar de querer atingir o PSD, na lista divulgada podíamos confirmar a presença de muitos assessores do PS e do BE, estes últimos apesar de estarem a “meio tempo” tinham vencimentos dentro da média, que não tendo pelouros distribuídos não deixavam de ter as suas equipas “bem assessoradas”.

Esta situação não se alterou muito com a ida de António Costa para a presidência da CML. Em primeiro lugar porque, como seria de esperar, o volume de trabalho que gerir uma câmara como Lisboa cria obrigou, rapidamente, que o actual executivo aumentasse o seu número de assessores, que foram sendo inseridos nas diferentes Direcções e Serviços Municipais, desta forma ficam protegidos sob a capa de “quadros técnicos do município”.

Em segundo lugar, a requisição de quadros de outros concelhos, com os custos inerentes a esse facto, de que o maior exemplo é o Chefe de Gabinete de António Costa, Manuel Seabra, vindo de Matosinhos, que segundo foi vinculado por diversas fontes terá tido (ou estará ainda) a sua residência na capital no Hotel Sheraton SPA , na Av. Fontes Pereira de Melo. A que preço?

Para completar esta “boa” gestão camarária, eis que como contrapartida pela assinatura do acordo pós (ou pré) eleitoral entre o PS/BE e o movimento “Cidadãos por Lisboa” ficámos a saber que a vereadora Manuela Júdice, será agraciada com a nomeação para vereadora a tempo inteiro com a consequente regalia salarial (+/- 3.500,00€).

É obra! Para desenvolver um projecto denominado de "Lisboa, encruzilhada de mundos", certamente muito interessante e não pondo em causa as qualidades técnicoprofissionais da vereadora em causa, vai receber o equivalente ao que um vereador com pelouros de responsabilidade para a gestão da cidade.

Ao mesmo tempo que se congela salários, se tiram horas extraordinárias, se isentam de taxas eventos que fecham um parque da cidade quase 1 mês e têm lucros de milhares de Euros, o “Rigor” Socialista fica mais uma vez demonstrado com este gasto desproporcionado com uma vereadora.

Assim está a ser gerida a Cidade de Lisboa.

Prioridades que ficam no esquecimento do tempo eleitoral.

Fez um ano em Junho quando em plena campanha eleitoral para as eleições intercalares em Lisboa, que António Costa efectuou uma operação de marketing político com um jovem com mobilidade reduzida, pretendendo mostrar que a cidade estava mal concebida para estes cidadãos. Com este número de campanha António Costa quis a governação municipal do PSD e afirmar o compromisso de que mal vencesse as eleições a prioridade seria adaptar a cidade a quem tem mobilidade reduzida por deficiência motora ou física.

Ao fim de um ano como foi cumprida esta prioridade? Zero. Fez-se Zero!


Bastava ter cobrado as taxas devidas pelo o encerramento, total ou parcial, por mais de uma semana do parque da Bela Vista, em vez dos 3 dias que apenas cobraram, à população de Lisboa que a CML teria conseguido a verba necessária para actuar nos locais onde ainda existe essas barreiras arquitectónicas.

Mas as prioridades de António Costa são outras: Show-off, show-off, show-off e calar a oposição na câmara através de acordos eleitorais para 2009.